Honre seu chamado você é uma voz...
“Sou apenas uma voz que fala do Verbo.”
Ela remete diretamente a dois textos de João. João Batista declara: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (João 1:23). Logo depois, João apresenta Jesus como o Verbo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14).
A força da frase está no contraste entre “voz” e “Verbo”.
A voz é instrumento; o Verbo é a mensagem.
A voz é passageira; Cristo permanece. A voz não deve chamar atenção para si mesma, mas tornar conhecido Aquele de quem fala.
Teologicamente, eu apenas faria uma pequena observação: “fala do Verbo” pode ser entendido como “fala sobre Cristo”, o que está correto.
Mas, se você quiser expressar de maneira ainda mais profunda que o pregador é somente instrumento pelo qual a Palavra de Cristo é proclamada, uma formulação muito forte seria: “Sou apenas uma voz; o Verbo é Cristo.” Ou, mantendo exatamente sua ideia: “Sou apenas uma voz que anuncia o Verbo.”
Essa última, para mim, comunica com mais precisão a missão do pregador: a voz não é a mensagem; a voz anuncia a Mensagem. E a Mensagem é uma Pessoa: Jesus Cristo.
O PREÇO DA UNÇÃO
A unção não é comprada — ela é concedida por Deus. O preço da nossa redenção já foi pago por Cristo na cruz, e nada pode ser acrescentado ao Seu sacrifício.
Porém, existe um custo para quem deseja carregar com profundidade aquilo que Deus confiou: renúncia, obediência, santidade, oração e vida no secreto.
Muitos desejam a manifestação da unção, mas poucos estão dispostos ao processo que prepara o vaso. Antes de Deus usar alguém publicamente, muitas vezes Ele trabalha essa pessoa no secreto.
A cruz não é o preço que pagamos para comprar a unção; é o lugar onde nosso eu é confrontado para que Cristo seja manifestado através de nós.
«“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” — Lucas 9:23»
Quanto maior o desejo de ser usado por Deus, maior deve ser a disposição de permanecer aos pés da cruz.
PR. Eddy Cardoso
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O CICLO PODE TERMINAR EM VOCÊ
“Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram.”
— Ezequiel 18:2 Existem pesos que chegam às nossas mãos sem que tenhamos escolhido carregá-los. Feridas familiares, rejeições, abandono, palavras duras, comportamentos aprendidos e relacionamentos quebrados podem atravessar gerações. Mas existe uma diferença entre receber uma ferida e transformá-la em herança.
O objeto cheio de espinhos representa muito bem isso: alguém recebeu a dor, carregou-a durante anos e depois a entregou à geração seguinte. E assim o ciclo continua. A Palavra de Deus, porém, apresenta a responsabilidade de cada geração diante do Senhor.
Em Ezequiel 18, Deus confronta justamente a ideia de que o destino dos filhos precisa ser determinado pelos erros dos pais: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:20). Cada pessoa é chamada a responder diante de Deus.
Isso significa que o que aconteceu antes de você pode explicar algumas de suas feridas, mas não precisa determinar aquilo que você entregará depois de você.
Em Cristo, existe possibilidade de uma nova história: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2Co 5:17).
Talvez você tenha recebido pedras; entregue fundamentos. Talvez tenha recebido rejeição; entregue acolhimento. Talvez tenha recebido silêncio; entregue diálogo. Talvez tenha recebido ausência; entregue presença.
Talvez tenha recebido feridas; permita que Deus trabalhe em você para que seus filhos recebam cura, princípios e bênção. Você não escolheu tudo o que recebeu, mas pode decidir o que transmitirá.
O ciclo pode ter começado antes de você, mas, pela graça de Deus, não precisa continuar depois de você.
PR. Eddy Cardoso
Projeto Palavra Sem Fronteiras

DIAKONIA — CINCO MINISTÉRIOS, UM ÚNICO SENHOR “
E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo.” Efésios 4:11–12 Os cinco ministérios não foram concedidos para estabelecer uma competição de títulos, mas para revelar diferentes expressões do serviço de Cristo por meio da Igreja.
Cada ministério possui uma função específica, porém todos procedem do mesmo Senhor, dependem do mesmo Espírito e trabalham para a edificação do mesmo Corpo. APÓSTOLO — AQUELE QUE É ENVIADO “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” João 20:21 A palavra apóstolo vem do grego apóstolos e significa “enviado”. O ministério apostólico está relacionado à missão, ao estabelecimento de fundamentos e à expansão da obra de Deus.
O verdadeiro apóstolo não constrói um reino pessoal; abre caminhos para que o Reino de Cristo avance. Ele compreende que foi enviado, mas continua debaixo da autoridade daquele que o enviou.
PROFETA — A VOZ QUE CONDUZ À VONTADE DE DEUS “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.” 1 Coríntios 14:3 O ministério profético comunica a verdade de Deus e chama a Igreja ao arrependimento, à santidade e à obediência. A profecia genuína não promove o mensageiro, mas exalta Cristo e está submetida às Escrituras. A voz profética edifica, exorta e consola, conduzindo o povo de volta ao coração e à vontade do Senhor.
EVANGELISTA — A VOZ QUE ANUNCIA AS BOAS-NOVAS “Faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” 2 Timóteo 4:5 O evangelista carrega uma paixão especial pela proclamação do Evangelho e pela salvação dos perdidos. Seu coração ultrapassa as paredes do templo e alcança estradas, cidades e nações. Ele anuncia que, por meio da morte e da ressurreição de Jesus, o pecador pode ser perdoado, reconciliado com Deus e receber uma nova vida.
PASTOR — AQUELE QUE CUIDA DO REBANHO “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer.” 1 Pedro 5:2 O pastor manifesta o cuidado de Cristo por sua Igreja. Ele alimenta, protege, orienta, corrige e acompanha o rebanho. Sua autoridade não se fundamenta no domínio, mas no amor, no exemplo e na disposição de servir. O verdadeiro pastor reconhece que as ovelhas pertencem a Jesus, o Supremo Pastor, e que um dia prestará contas a Ele.
MESTRE — AQUELE QUE ENSINA A VERDADE “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” 2 Timóteo 2:2 O mestre recebeu a responsabilidade de explicar fielmente as Escrituras, preservar a sã doutrina e conduzir a Igreja à maturidade. Ele não ensina opiniões pessoais como verdades absolutas, mas examina e comunica a Palavra com reverência. Seu ensino deve iluminar a mente, fortalecer a fé e produzir transformação no caráter.
UMA MÃO, CINCO FUNÇÕES E UM ÚNICO PROPÓSITO
Assim como os cinco dedos pertencem à mesma mão, os cinco ministérios pertencem ao mesmo Corpo. Nenhum é completo isoladamente, e nenhum deve considerar-se superior aos demais.
Todos convergem para a DIAKONIA: o serviço realizado sob o senhorio de Jesus Cristo. O apóstolo abre caminhos; o profeta aponta a direção; o evangelista anuncia a salvação; o pastor cuida das pessoas; e o mestre estabelece a Igreja na verdade. Contudo, é Cristo quem chama, concede os dons, governa a Igreja e produz o crescimento. Antes de perguntarmos qual título possuímos, precisamos perguntar: estamos servindo a Cristo e edificando seu Corpo? No Reino de Deus, autoridade não significa estar acima das pessoas, mas colocar-se a serviço delas segundo o exemplo de Jesus.
“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Marcos 10:45 PR.
Eddy Cardoso Projeto Palavras Sem Fronteiras
#ProjetoPalavraSemFronteiras #andeporde #predycardoso #restauração #avivamento

"O vaso pode estar rachado, mas ainda tem azeite “
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” — 2 Coríntios 4:7 Na Bíblia, o vaso de barro representa a fragilidade humana.
O azeite, em diferentes contextos, está relacionado à consagração, ao cuidado, à provisão e à atuação do Espírito de Deus. Portanto, afirmar que “o vaso pode estar rachado, mas ainda tem azeite” não significa exaltar as feridas, mas reconhecer que a graça divina continua agindo em pessoas frágeis.
1. As rachaduras revelam nossa fragilidade, mas não anulam o propósito “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.” — 2 Coríntios 4:8–9 Paulo não escondeu suas lutas. Ele reconheceu que os servos de Deus enfrentam tribulações, perplexidades e abatimentos. Entretanto, nenhuma dessas experiências significava que haviam sido abandonados pelo Senhor. O vaso pode carregar marcas das quedas, das perdas e das batalhas, mas essas rachaduras não determinam o seu fim. Nossa fraqueza evidencia que o poder que nos mantém de pé não procede de nós, mas de Deus.
2. O azeite indica que a presença de Deus continua operando “E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo.” — 1 João 2:20 No Novo Testamento, a unção aponta especialmente para a atuação do Espírito Santo na vida dos que pertencem a Cristo. Ainda que o coração esteja ferido, Deus não abandona aqueles que são seus. O azeite no vaso anuncia que a dor não expulsou a presença de Deus. As circunstâncias podem ferir o exterior, mas não conseguem destruir aquilo que o Senhor depositou no interior. Deus continua consolando, ensinando, corrigindo, fortalecendo e conduzindo seu povo.
3. O pouco que permanece pode ser o começo de uma grande provisão “Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” — 2 Reis 4:2 A viúva enxergava apenas uma pequena botija, mas o profeta enxergou o ponto de partida de um milagre. O azeite pareceu insuficiente diante da dívida, porém, quando colocado sob a orientação de Deus, tornou-se uma provisão abundante. Talvez tenha restado pouca força, pouca esperança ou poucos recursos. Porém, aquilo que permanece nas mãos de Deus pode ser multiplicado. O milagre não começou com aquilo que faltava, mas com aquilo que ainda havia dentro da casa.
4. Deus não despreza o vaso ferido: Ele o restaura “Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer.” — Jeremias 18:4 O vaso se desfez, mas permaneceu nas mãos do oleiro. Essa é a verdade central: nossa segurança não está na ausência de rachaduras, mas nas mãos daquele que nos molda. Deus não joga fora uma vida simplesmente porque ela foi ferida. Em sua graça, Ele corrige, restaura e transforma.
O Senhor não apenas remenda superficialmente; Ele trabalha profundamente para formar um vaso segundo a sua vontade. Conclusão As rachaduras mostram que enfrentamos batalhas; o azeite demonstra que Deus ainda está presente. Somos frágeis, mas carregamos um tesouro. Somos limitados, mas sustentados por uma graça ilimitada. Podemos estar abatidos, mas não destruídos. Não devemos confiar no vaso, mas no Deus que colocou nele o seu tesouro.
Enquanto permanecermos nas mãos do Oleiro, nossa história ainda estará sendo escrita. “O vaso pode estar rachado, mas, se ainda há azeite, é porque Deus ainda não terminou o milagre.” Senhor, recebe nossas fragilidades e restaura aquilo que as batalhas feriram. Conserva em nós a presença do teu Espírito e transforma nossas marcas em testemunho da tua graça. Que toda honra seja dada a Ti, pois o poder pertence a Deus, e não ao vaso. Amém.
Tema: O Avivamento dos que Morreram para o Mundo
O verdadeiro avivamento não se manifesta primeiramente no barulho de uma multidão, mas no silêncio de um coração que decidiu morrer para o mundo e viver inteiramente para Cristo.
Antes de aparecer no altar, o avivamento acontece no lugar secreto. Antes de produzir mariores, ele confronta desejos, quebra o orgulho, destrona o ego e estabelece governo de Cristo no interior do homem. Não existe avivamento verdadeiro onde onua ocupando o trono.
Enquanto nossas vontades, ambições e vaidades governarem o coração, poderemos produzir movimento religioso, emoção e aparência de espirão experimentaremosda vida de Cristo. O avivamento começa quando podemos declarar como o apóstolo Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20 Morrer para o mundo não significa abandonar respoes, pessoas ou a socie

Significa não permitir que os valores deste século determinem nossa identidade, nossas escolhas e o nosso propósito.
É deixar de viver para a aprovação dos homens, para os aplausos, para a vaidade e para os desejos da carne, a fim de viver para a glória de Deus. Os que morrem para o mundo tornam-se vivos para o Reino. Já não perguntam apenas: “O que eu quero?”, mas: “O que Cristo deseja realizar por meio de mim?” Já não buscam ser reconhecidos; desejam que Jesus seja revelado. Não vivem para construir o próprio nome, mas para glorificar o nome que está acima de todo nome. Por isso, a cruz é o altar onde nasce o verdadeiro avivamento.
Nela morrem o orgulho, a autossuficiência, a necessidade de reconhecimento e o amor ao mundo. E, desse lugar de rendição, surge uma vida cheia do Espírito, comprometida com a santidade e disponível para cumprir a vontade de Deus. O fogo de Deus não vem para promover o homem; vem para consumir tudo aquilo que impede Cristo de ser visto nele.
O verdadeiro avivamento não transforma pessoas em celebridades religiosas, mas em testemunhas vivas de Jesus. Ele não produz apenas reuniões cheias; produz corações quebrantados, famílias restauradas, pecadores arrependidos e discípulos comprometidos com a verdade. Quem morreu para o mundo não negocia sua fé para ser aceito. Não abandona a verdade para receber aplausos.

Não troca a presença de Deus por posições, vantagens ou reconhecimento. Essa pessoa compreendeu que perder o mundo por amor a Cristo não é prejuízo — é libertação. Jesus declarou: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” Lucas 9:23 Avivamento é Cristo voltando a ocupar o centro.
É quando nossa vontade se curva diante da vontade de Deus; quando a santidade se torna mais preciosa do que a popularidade; quando a presença vale mais do que o púlpito; e quando obedecer se torna mais importante do que aparecer. O mundo não precisa apenas ouvir pessoas falando sobre avivamento.

Precisa contemplar homens e mulheres nos quais a vida de Cristo se tornou visível. Pessoas que morreram para o pecado, para a vaidade e para a glória humana, mas ressuscitaram para uma vida de santidade, serviço, amor e autoridade espiritual. O maior sinal do avivamento não é o quanto uma pessoa grita, pula ou se emociona, mas o quanto Cristo governa sua vida quando ninguém está olhando. Somente aqueles que aceitaram morrer com Cristo podem revelar a vida de Cristo.
Onde o ego morre, Jesus aparece. Onde a carne perde o domínio, o Espírito encontra liberdade. E onde Cristo ocupa verdadeiramente o trono, o avivamento deixa de ser apenas uma expectativa e se torna uma realidade visível.
Reflexão “O verdadeiro avivamento não se revela nos que desejam aparecer para o mundo, mas nos que morreram para o mundo, para que Cristo apareça através deles.”
PR. Eddy Cardoso
Projeto Palavra Sem Fronteiras
PARTE DO ME TESTEMUNHO DE CONVERSÃO

QUANDO DEUS MARCOU UM ENCONTRO COMIGO
Parte do meu testemunho pessoal de conversão
“Eu pedi a Deus um encontro. Ele respondeu. E, numa madrugada dentro de um quartel, minha vida nunca mais foi a mesma.” No dia 8 de março de 1988, no 15º Batalhão de Infantaria Motorizada, em João Pessoa, Paraíba, tive um encontro pessoal e transformador com o Senhor Jesus Cristo.

Entretanto, a história desse encontro havia começado aproximadamente dois anos antes. Naquele período, vivi experiências que marcaram profundamente a minha vida.
Sem ainda conhecer as Sagradas Escrituras, tive uma visão na qual o Senhor se apresentou a mim sobre uma nuvem, acima do telhado da minha casa.
Somente mais tarde, depois de conhecer a Palavra de Deus, pude relacionar elementos daquela experiência com aquilo que está registrado em Apocalipse, capítulo 14. Naquela época, meu irmão, hoje Pastor Cícero, já me falava a respeito de Cristo.
Em determinada ocasião, ele me orientou a fazer uma prova: abrir sinceramente o meu coração e pedir a Deus que, se Ele realmente existisse, marcasse um encontro comigo. Eu fiz isso. Eu orei e pedi a Deus que marcasse um encontro comigo.
No dia seguinte, quando saí de casa e estava prestes a entrar em um centro religioso que frequentava naquela época, onde recebíamos aquilo que chamávamos de “passes espirituais”, algo extraordinário aconteceu.

Antes que eu entrasse, um mensageiro não me deixou passar pela porta e declarou que tinha uma mensagem de “alguém” para mim. Perguntei: — De quem? Ele respondeu: — De alguém. Naquele tempo, sem conhecimento bíblico e sem compreender plenamente quem Deus era, para mim Ele era simplesmente “alguém”.
Naquele momento eu ainda não compreendia quem era aquele mensageiro. Hoje entendo que se tratava de um anjo, um mensageiro enviado da parte de Deus. No dia anterior, eu havia orado, seguindo a orientação do meu irmão, pedindo a Deus que, se Ele realmente existia, marcasse um encontro comigo. E Deus respondeu àquela oração.
Com o passar dos anos e com o conhecimento das Sagradas Escrituras, passei a compreender melhor aquela experiência. A Bíblia ensina que os anjos são “espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hebreus 1:14). Eles não receberam a missão de substituir a proclamação do Evangelho; são servos de Deus que cumprem as suas determinações. Algo semelhante pode ser observado na experiência de Cornélio, registrada em Atos 10. Um anjo apareceu a Cornélio, mas não lhe anunciou diretamente a mensagem do Evangelho. Em vez disso, orientou-o a mandar buscar Pedro, que estava em Jope.
"Posteriormente, Pedro foi até sua casa e anunciou Jesus Cristo."
Da mesma maneira, hoje compreendo que aquele mensageiro não estava ali para substituir a proclamação do Evangelho, pois eu já vinha sendo evangelizado pelo meu irmão.
Ele apareceu como parte da resposta de Deus à oração que eu havia feito no dia anterior. Eu havia pedido que Deus marcasse um encontro comigo, caso Ele fosse real, e aquela experiência tornou-se para mim uma confirmação extraordinária de que Deus estava conduzindo meus passos em direção a Cristo.
Naquele encontro, o mensageiro colocou diante de mim dois caminhos: seguir o caminho de fé que minha mãe e meu irmão haviam escolhido, servindo ao Senhor, ou continuar vivendo da maneira como eu vivia. Minha saudosa mãe, que hoje descansa no Senhor, e meu irmão Cícero serviam a Deus na Assembleia de Deus. Naquele momento eu ainda não compreendia completamente a dimensão daquela mensagem. Hoje compreendo que Deus estava colocando diante de mim uma decisão.

O ser humano possui a responsabilidade de escolher o caminho que deseja seguir. Eu precisava fazer a minha escolha. Algo, porém, já começava a mudar profundamente dentro de mim. Passaram-se aproximadamente dois anos. Em 1988, depois de ter sido evangelizado pelo meu irmão, ingressei no Exército Brasileiro como recruta do 15º Batalhão de Infantaria Motorizada. Eu estava no quartel havia aproximadamente 45 dias quando chegou a madrugada que mudaria definitivamente a minha história.
Naquela madrugada, levantei-me e desci até uma sala do quartel. Não havia multidão. Não havia pregador. Não havia culto. Éramos apenas eu e Deus. Hoje chamo aquele momento de meu lugar secreto. Ali, compreendendo o poder do Evangelho e reconhecendo a necessidade da minha alma, confessei Jesus Cristo e entreguei completamente a minha vida a Ele.
Então vivi uma experiência que jamais consegui esquecer. Era como se o céu tivesse se aberto e uma grande cachoeira de águas viesse sobre o meu corpo. À medida que aquelas águas desciam sobre mim, eu sentia um enorme peso sair de dentro da minha alma. Era como se aquilo que durante tanto tempo havia pesado sobre mim estivesse sendo levado embora.
"Ali tive o meu encontro pessoal com Cristo. Naquela madrugada de 8 de março de 1988, minha vida tomou uma nova direção. A partir daquele dia passei a servir ao Senhor Jesus."
Ainda naquele mesmo ano comecei a viver outras experiências espirituais da parte de Deus e também a proclamar o Evangelho. Os anos passaram, mas nunca esqueci aquela madrugada no quartel. Tudo começou no secreto. Antes dos púlpitos, antes das viagens, antes das mensagens e antes do ministério, havia apenas um jovem recruta, um soldado, sozinho em uma sala de um quartel, reconhecendo que precisava de Jesus. Eu havia pedido a Deus que marcasse um encontro comigo.
E Ele marcou. Esta é apenas uma parte do meu testemunho pessoal de conversão e daquilo que Cristo realizou em minha vida.
E a você que está lendo estas palavras, quero deixar uma mensagem: Jesus ama você. Não importa onde você esteja nem qual tenha sido a sua história. Se você abrir o coração para Cristo e permitir que Ele transforme a sua vida, Ele poderá realizar uma obra profunda em você.
O mesmo Cristo que me encontrou naquela madrugada de 8 de março de 1988, dentro de um quartel, continua transformando vidas. Eu sou testemunha disso.
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com Um grande e forte abraço daquele que ora e intercede por sua vida. PR. Eddy Cardoso
Vigo — Espanha
“Eu pedi a Deus um encontro.
Ele respondeu. "Tudo começou no secreto.”

Família patrimônio de Deus:
“Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, ao redor da tua mesa.” — Salmo 128:3
O salmo apresenta uma casa como se fosse um campo cultivado por Deus: a esposa é a videira frutífera, os filhos são brotos de oliveira e a mesa é o lugar onde essa família se reúne.
A esposa como videira frutífera Na Bíblia, a videira está associada à produção de uvas e vinho. Por isso, frequentemente representa: Frutificação. Alegria. Vitalidade. Comunhão. Cuidado constante.

Abundância concedida por Deus. O Salmo 104:15 relaciona o vinho à alegria do coração, e a videira também aparece como símbolo de algo que precisa ser cultivado, protegido e sustentado. “No interior da tua casa” Algumas traduções dizem “dentro de tua casa”; outras, “no coração do teu lar”. Isso não significa que a mulher deve viver aprisionada ou limitada à casa.
O sentido é que ela ocupa uma posição de intimidade, dignidade e influência no núcleo da família. A imagem não apresenta a mulher como um enfeite da casa, mas como alguém que produz frutos dentro da vida familiar. Sua presença contribui para a alegria, a estabilidade, o acolhimento e a formação espiritual do lar.

A videira precisa de sustentação A videira possui ramos flexíveis. Para crescer adequadamente, precisa ser conduzida e sustentada. No casamento, isso ensina que a esposa não foi criada para carregar sozinha o peso da família. O marido deve amá-la, honrá-la e proporcionar um ambiente no qual seus dons possam florescer. Isso se relaciona com Efésios 5:25: > “Maridos, amai vossa esposa, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” l
A videira frutifica quando é cultivada, protegida e tratada com cuidado. Qual é o fruto dessa videira? A frutificação não deve ser reduzida à maternidade.
Ela pode incluir: Sabedoria. Amor. Fé. Acolhimento. Conselho. Edificação. Trabalho. Serviço a Deus. Formação moral e espiritual da família. A mulher de Provérbios 31 cuidava da família, administrava recursos, trabalhava, negociava e auxiliava os necessitados. Portanto, sua frutificação alcançava tanto o interior quanto o exterior da casa.
Os filhos como rebentos da oliveira A oliveira era uma das árvores mais importantes de Israel.
Dela vinha o azeite utilizado na alimentação, na iluminação, nos tratamentos medicinais e em determinadas cerimônias religiosas. Além disso, a oliveira possui grande longevidade. Mesmo quando seu tronco envelhece ou é cortado, novos brotos podem surgir de suas raízes.
Por isso, os filhos são comparados a rebentos, isto é, mudas ou brotos novos de oliveira. O que os rebentos representam? Os brotos representam: Vida nova. Continuidade. Esperança. Potencial. Herança. Renovação das gerações. Frutos futuros.
Os filhos ainda não são oliveiras completamente desenvolvidas. São brotos em formação. Precisam de cuidado, instrução, disciplina, proteção e exemplo. Isso mostra que os pais não devem exigir maturidade adulta de uma criança. Um broto não produz imediatamente tudo o que uma árvore adulta produz. É necessário tempo para crescer, criar raízes e frutificar.

A função da oliveira Na realidade bíblica, a oliveira oferecia: Azeite para alimentar: símbolo de provisão. Azeite para iluminar: símbolo de luz e testemunho. Azeite para tratar feridas: imagem de cuidado e restauração.
Azeite relacionado à consagração: associado à separação para um propósito. Continuidade: a árvore podia atravessar gerações. Espiritualmente, os filhos são apresentados como vidas que carregam potencial para alimentar outras pessoas com suas ações, iluminar por meio do testemunho, ajudar a curar feridas e continuar o legado de fé da família. Isso não significa que o filho herdará automaticamente a fé dos pais.
Cada pessoa precisa responder pessoalmente a Deus. Contudo, os pais têm a responsabilidade de criar um ambiente no qual essa fé seja ensinada e demonstrada.
Por que os filhos estão ao redor da mesa? A mesa é uma das imagens mais importantes do salmo. Ela representa mais do que o lugar da alimentação.
"É um lugar de: Comunhão. Presença. Conversa. Ensino. Correção. Celebração. Reconciliação."
Transmissão da fé. Os filhos não aparecem espalhados ou abandonados; estão ao redor da mesa. Isso revela proximidade, pertencimento e unidade. Na cultura bíblica, muitas verdades eram transmitidas dentro da vida cotidiana.
Deuteronômio 6:6–7 orienta os pais a ensinarem a Palavra aos filhos assentados em casa, andando pelo caminho, ao deitar e ao levantar. A mesa, portanto, pode ser compreendida como um altar de comunhão familiar. Nela, o pai não entrega apenas alimento para o corpo; juntamente com a mãe, oferece palavras, valores, exemplo e direção espiritual.

Qual é a função do marido e do pai? O salmo começa falando ao homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Antes de mencionar esposa e filhos, Deus trata do caráter do homem. Sua responsabilidade é: Temer ao Senhor. Andar nos caminhos de Deus. Trabalhar com dignidade. Amar e honrar a esposa. Criar condições para que ela frutifique. Cultivar e orientar os filhos.
Manter a família reunida em comunhão. Transmitir uma herança espiritual. Ele não é apresentado como proprietário da videira e dos brotos, mas como um homem responsável diante de Deus pelo cuidado do ambiente familiar. Sua autoridade não deve ser exercida pela violência, pelo medo ou pela imposição.
"O retrato espiritual da família O Salmo 128 apresenta uma bela dinâmica: O homem teme ao Senhor e anda em seus caminhos. A esposa frutifica como uma videira. Os filhos crescem como brotos de oliveira."
A mesa mantém todos próximos. Deus é a fonte da bênção. As futuras gerações recebem o legado. A esposa, como videira, representa a frutificação presente do lar.
Os filhos, como brotos de oliveira, representam a continuidade futura da família. A mesa é o ponto de encontro entre o fruto de hoje e a esperança do amanhã. A mulher não é menos importante por estar “no interior da casa”, nem os filhos são meros objetos da autoridade paterna. Cada pessoa possui dignidade e responsabilidade.
"Síntese A videira fala de alegria, fecundidade e comunhão. A oliveira fala de permanência, consagração, utilidade e continuidade."
A mesa fala de presença, unidade e transmissão da fé. Assim, o Salmo 128 ensina que uma família abençoada não é simplesmente aquela que possui muitos bens.
É aquela na qual Deus é reverenciado, a esposa é valorizada, os filhos são cultivados e todos encontram lugar ao redor da mesa.
Quando o temor de Deus governa o coração dos pais, a videira encontra ambiente para frutificar, os brotos recebem cuidado para crescer e a mesa se transforma em lugar de comunhão, ensino e legado espiritual.
— PR. Eddy Cardoso
Maturidade e crescimento cristão!
A maturidade e crescimeto cristão só se alcança, sobre o poder, e direçãoda palavra de Deus. Que iluminando nossos caminhos..., e nos orientando diante de embate, que confrontam nossa FÉ.
Pr edyy cardoso

Fé, céu e eternidade:
Procuram-se homens, cuja unica regra de sua "FÉ", seja a palavra de Deus. Todos queremo o céu!. Porem, só os mortos entraram nele... O céu não é um sonho, mas há continuidade da eternidade.
Que começou no fim de nossa fé, diante da morte! no céu, não precisaremos de fé, pois a morte lá, já não existe!
pois, aquele que no-la deu, é a fonte inesgotavel; A plenitude de Deus, e suas prom